JOÃO CÂNDIDO
Não ao racismo
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Pessoas importantes que lutaram contra o racismo!
JOÃO CÂNDIDO
domingo, 21 de novembro de 2010

Estudante de Direito é vítima de racismo na PUC de São Paulo.
“Ela manda os e-mails com vários contextos que discriminam a questão racial: ‘esse creme que você usa para emplastar seu cabelo’. Ela faz uma ofensa pelos elementos raciais que eu possuo. Eu tenho o cabelo crespo, cacheado e para ele não armar muito eu passo bastante creme.”
Meire é solteira e mãe de três filhos. Dentro de um mês se formará aos 46 anos de idade. Ela conta que foram feitas referências até mesmo a um problema no pé que a obriga a usar sandálias.
“Ela deixa bem claro o que ela entende das pessoas negras, que é tudo bandido, ladrão. Eu nunca imaginei que pudesse causar tanto problema. Eu passei cinco dias chorando na faculdade. Eu não conseguia me vestir direito, eu tinha medo de sair de casa e as pessoas rirem de mim. Eu tive dificuldades para colocar de novo a minha sandália.”
O advogado Cleyton Wenceslau Borges, que acompanha o caso, acionará o conselho universitário para pedir apuração. Depois de encerrada a sindicância, poderão ser abertos processos na Justiça. Meire revela que também será solicitado ao Ministério da Educação que oriente as universidades a implementarem fóruns de discussão e combate ao racismo como exigência para a concessão do título de filantropia.
“Às vezes aquela pessoa é tão tímida que não consegue se colocar. Então, teria que existir um comitê de combate a todos os tipos de discriminação. Não adianta apenas ter um psicólogo para atender aqueles que sofrem preconceito na PUC ou em outras universidades particulares que adotam ações afirmativas.”
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
19/11/10
Confira trechos de um dos e-mails:
“Fico feliz, pq agora, posso, sem peso na consciência, dizer: VAI SE FUDER!!!”
“Ah, já que estamos falando de campanhas e tal, queria te apresentar uma que só depende de vc, ela se chama: Meire, botas já!! É baseada no fato de que estamos cansados de ter que ver o seu pé grotesco!! Sério! Vc devia consultar um podólogo, tenho certeza que o SUS tem um, pq aquilo não pode ser só um joanete, com certeza é uma forma alienígena de vida que se acoplou ao seu pé!! Na boa, pela sua própria saúde, consulte um médico!”
“Além disso, tbm acho que está na hora de vc trocar o produto que vc usa para emplastar seu cabelo, pq esse já venceu, e o cheiro.... Na boa....É insuportável!”
“Ah! Mas espero que vc não leve para o lado pessoal sabe?! Gosto muito de vc! Vc alegra o meu dia e me faz dar muitas risadas, principalmente qnd vc vem com meia calça estampada, saia de bolinhas e sapatos caramelo! Uhaha! Hilário!”
“Ha, e só para fechar com chave de ouro, queria saber se vc não tem nada mais pra fazer da vida dq propaganda política? Pq pessoalmente acho q vc deveria se dedicar mais aos estudos, não?!
Mas hey! Oq eu estou falando vc já está bem encaminhada! Afinal, vc pratica a profissão mais antiga do mundo (É a prostituição caso vc nao saiba!)
Ou melhor.. acho que não Né?Pq, citando um político:
‘Vc nem pra prostituta serve pq é muito feia’ “
“Ufa! Obrigada mais uma vez por permitir esse meu desabafo! Com certeza sairei mais leve desta faculdade!”
Fonte: Radio Agência NP
Lucas Pinheiro .
quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Isso é o que eu acho…
Acho uma coisa tão surreal, num mundo como o de hoje, onde a globalização (que pode ser vista como um fator benéfico ou prejudicial ao preconceito) se mostra presente em todos, ou quase todos os cantos, as pessoas continuarem com tantos preconceitos, seja ele por causa de religião, cultura, cor, peso, origem, etc. Mas acho que o mais comum e mais discutido e visto pela sociedade é o racismo.
A sociedade, desde os tempos antigos, vem estabelecendo padrões de beleza, ética. E esses são aceitos e seguidos pela maioria das pessoas. A aceitação ou negação das pessoas a esses padrões varia de acordo com a origem do individuo, então seria certo maltratar, ou simplesmente excluir da sociedade aqueles que não seguem o mesmo padrão que você?
Na verdade, essa questão sobre padrões de beleza é sempre vista de maneira distorcida, por exemplo, para a maioria das pessoas, bonita é aquela mulher ou homem, alto, magro, mas não é assim em todos os lugares. Então não existe o certo ou o errado, e sim o que agrada mais aquele individuo.
Então, você que teve o prazer (ou infelicidade, nunca se sabe...) de ler esta humilde critica, reflita um pouco, mas não pare por ai, procure fazer o que estiver ao seu alcance em relação aos preconceitos. Não fique revoltado com aquele negro, gordo que você viu sendo humilhado e deixe por isso mesmo, procure descobrir meios de fazer com que isso pare, pois não devemos apenas ver, criticar e pronto, devemos fazer tudo isso e AGIR de acordo!
Lucas Pinheiro.
Racismo até no futebol
Racismo: já passou da hora de alguém fazer alguma coisa
Mais uma vez um jogador negro é ofendido por torcedores racistas na arquibancada. Ontem o atacante italiano Mario Balotelli foi vítima dessa atitude inominável por parte da torcida romena no amistoso em que as duas seleções empataram em 1 a 1, na Áustria.
Balotelli, que hoje atual no Manchester City, já passou por essa situação constrangedora e humilhante algumas vezes quando defendia o Inter de Milão. Outros jogadores negros continuam sendo obrigados a conviver com isso por causa da complacência das autoridades (esportivas e governamentais). Recentemente, o camaronês Eto'o ameaçou abandonar o campo num jogo do Inter de Milão pelo Campeonato Italiano por causa disso. Até quando será assim? Basta! E como bem lembraram os leitores nos comentários, não é apenas a discriminação racial que deve ser combatida (no futebol e fora dele) e sim qualquer tipo de intolerância, seja de fundo religioso, sexual, raça, nacionalidade, o que for.
Hoje o meia brasileiro Kaká, que foi rival de Balotelli quando atuava pelo Milan, prestou solidariedade ao colega. E foi contundente em sua mensagem, enviada via Twitter: "Novamente um jogador foi vítima de racismo. Isso aconteceu ontem com Balotelli. Mesmo sendo a minoria, isso tem que acabar", reclamou o craque do Real Madrid, que ainda se recupera de uma cirurgia no joelho.
Quem sabe se com a ajuda e a indignação de jogadores realmente importantes no mundo do futebol essa praga possa acabar. Mas não é o que vemos. Solidariedade é algo raro nos gramados. Não adianta apenas Eto'o deixar o jogo como protesto. Por que seus colegas de time não fazem o mesmo? Por que a equipe da torcida racista não pode ser punida (de verdade)? Não apenas com uma multinha qualquer. Tem que perder pontos no campeonato. Ser suspenso de competições. Torcedor mal-educado e encrenqueiro só aprende de um jeito: vendo sua equipe se dar mal por sua causa.
Daqui do nosso cantinho, o Planeta que Rola continuará demonstrando, sempre que necessário, sua indignação contra essa covardia. E isso serve também para jogadores racistas. E não me venham com essa de que dentro de campo vale qualquer coisa: o futebol faz parte do mundo real, não é uma 'sociedade a parte', com regras próprias. Não lembro se as palavras foram exatamente essas mas a ideia central sim. Recentemente o advogado do zagueiro americano Onyewu foi certeiro ao analisar o problema: 'Quando um jogador ofende o outro de forma racista, ele só faz isso porque sabe que o adversário não poderá se defender nos mesmos termos'. Em outras palavras, covardia pura. E isso tem que acabar no futebol mundial.
"O racismo nos dias de hoje está até no futebol,é um absurdo o jogador faz lá o seu trabalho e ainda recebe preconceito,isso é inaceitável. E o pior as vezes esse preconceito é feito pela própria torcida.Eu acho que se houver esse preconceito dentro ou fora do campo a torcida ou pessoa racista deveria ser punida rigidamente,pois não existe ninguém superior a ninguém e não podemos discriminar as pessoas por meio de cor,religião,peso,origem...Esse exemplo com o jogador Baloteli não é o primeiro,existiu muitos outros: de jogador para outro jogador...até de tecnico com jogador já aconteceu.E isso prova que o preconceito de modo geral está em todos os lugares,seja no rua ,escola ou em um campo de futebol.
É impressionante,estamos em pleno século XXI e ainda exista essa grande quantidade de preconceitos em todos os lugares, seja um país desenvolvido como os EUA,seja um país pobre como os da África.Em todos esses lugares ainda ocorrem preconceitos e dificilmente o Estado recorre ao tribunal para fazer a justiça devida.
E você caro leitor que leu essa crítica, reflita se existe um amigo seu que está fazendo esse tipo de racismo com outra pessoa,fale com ele para ele parar,pois se para ele pode ser engraçado,talvez para o outro não.Esse mínimo ato que você está a fazer vai ajudar cada vez mais a ajudar o mundo a deter o RACISMO."
LUÍS HENRIQUE MACHADO(LUISINHO)